terça-feira, maio 17, 2005

Prêt-à-parler

A ser empregado quando se busca ressaltar a divergência entre a atuação perceptível de alguém e seu estado íntimo, ou então uma maneira de descrever-se a si mesmo.

"diese Milde ist Unwillen, dieses Lächeln Verzweiflung" (Schiller. Die Räuber, 2. Akt, 2. Szene)

sábado, abril 02, 2005

Prêt-à-parler

Quando se pretende citar Platão:

"Audiamus enim Platonem quasi quendam deum philosophorum" (Cícero. De Natura Deorum, II,XII,32)

terça-feira, março 29, 2005

Da utopia / Prêt-à-parler

Talvez Marx estivesse certo em recusar-se a delinear visões do futuro. O problema é: será que somos de tal modo condicionados pelo presente que nos é impossível imaginar um futuro que lhe seja diverso? O espírito é um simples reflexo daquilo que o rodeia, inexistindo nele forças criativas e inovadoras? A história das idéias e das artes não parece corroborá-lo. De todo modo, é útil frase quando se quer atacar algum utopista ou alguma visão desagradável do futuro.

"[...] Em todo utopia o pensamento ansioso forma uma bela imagem a partir dos elementos inalterados do presente." (Horkheimer. Materialismo e Moral).

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

Da limpeza social

Estranhíssimo este fragmento de Sêneca, não é que já ele cunhava os argumentos que nazistas e bolcheviques usariam séculos mais tarde para promover suas limpezas sociais? Não era ódio ou loucura que conduzia os atos dos assassinos em massa, porém a mais cristalina razão. É preciso evitar e demolir este tipo de argumento, mas como o fazer sem cair no irracionalismo?

"Quid enim est cur oderim eum cui tum maxime prosum cum illum sibi eripio? Num quis membra sua tunc odit cum abscidit? Non est illa ira, sed misera curatio. Rabidos effligimus canes et trucem atque inmansuetum bouem occidimus et morbidis pecoribus, ne gregem polluant, ferrum demittimus; portentosos fetus extinguimus, liberos quoque, si debiles monstrosique editi sunt, mergimus; nec ira sed ratio est a sanis inutilia secernere." (Sêneca. Da Cólera, 1,15,12)

terça-feira, fevereiro 08, 2005

Do ócio/Arquelogia Situacionista

É surpreendente como a crítica de Sêneca à vida mal-vivida assemelha-se à crítica situacionista da sobrevida:

"Non est ergo hic otiosus, aliud illi nomen imponas; aeger est, immo mortuus est; ille otiosus est cui otii sui et sensus est." (Sêneca. De Brevitate Vitae, XII,9)

Prêt-à-parler

Quando nos dizem que já bebemos demais:
Buon vino fa buon sangue" (Provérbio italiano)

sexta-feira, janeiro 14, 2005

Da verdade

Enganam-se os que crêem que a busca da verdade é a busca da felicidade e da beleza. Buscar o fundamento de tudo, as raízes do universo é tarefa árdua sem esperanças de felicidade futura:

" Lasst das, (...), nehmet die Blumen des Lebes fröhlich wie sie der Augenblick gibt, und forscht nicht nach den Wurzeln im Grunde, denn unten ist es freudlos und still." (Eichendorff. Das Marmorbild)

Internacionalismo

Apenas um exemplo do cosmopolitismo antigo: os internacionalistas somos os
"qui omnem orbem terrarum unam urbem esse ducunt." (Cicero. Paradoxa Stoicorum, II,18)

sábado, janeiro 01, 2005

Do tédio

O tédio que nos domina deve o seu reinado ao desencantamento do mundo. Como mortos-vivos que somos, nada temos a desejar a não ser a morte.

"Zu suchen haben wir nichts mehr,
Das Herz ist satt, die Welt ist leer." (Novalis. Hymnen an die Nacht, 6. Sehnsucht nach dem Tode)