Notas para a (re)tomada do mundo
1.O objetivo da revolução não pode ser tomar o Estado, senão tomar o mundo
1.1.Tomar o mundo significa antes de tudo (re)tomar o controle da própria vida.
2.A revolução não se dará de um dia para o outro, através de um confronto direto votado em assembléia ou decidido pelos líderes.
2.1.A experiência dos sécs. XIX e XX mostraram que o confronto direto impede o alastramento da revolução e causa a necessidade do terror.
2.2.A revolução trava-se na vida quotidiana modificando, corrigindo, desviando, comprometendo, erodindo, corrompendo, revolvendo a situação.
2.2.1. A rebeldia quotidiana deve ela mesma dar provas da sua salubridade, e não evocar o sacrifício postergando os pretensos bons tempos a um futuro inexistente.
(Alexander Trocchi. Téchnique du coup du monde, IS 8)
segunda-feira, agosto 25, 2003
sexta-feira, agosto 22, 2003
segunda-feira, agosto 18, 2003
quinta-feira, agosto 14, 2003
sábado, agosto 02, 2003
A questão, que escrever? Os dias alongam-se, o tédio aprofunda-se, no arrastar-se vivo-morrente da mediocridade da vida, ou melhor, da morte-vivente quotidiana só nos resta a opção derradeira, entenda-se aí o que se quiser. Com efeito, Epicuro estava corretíssimo: a morte nada nos é, esqueceu-se contudo, ou talvez nem se lhe afigurasse naqueles bravos tempos em que os homens eram homens, deste estado que assustadoramente aprisiona os homens-mercadoria: a morte-viva, a aniquilação da vida ativa, altiva, pelo tempo morto, a transfiguração daqueles anthropoi em autômatos. Nossa consciência, nosso efetivo eu aquela e mais alta e mais nobre parte da alma acorrentou-se a si mesma e reduziu-se a servil escrava de seus próprios fantasmas. O fetiche da mercadoria revelou-se o mais macabro dos demônios, até os antigos radicais anticlericais sonham com os bons tempos da velha Igreja, com o seu assaz saudável e inofensivo fetiche.
Nada, nada nos cabe a não ser spectare. Morreu a humanidade, por que diabos continuamos nós insignificantes fantasmas rondando por esta terra desolada?
Nada, nada nos cabe a não ser spectare. Morreu a humanidade, por que diabos continuamos nós insignificantes fantasmas rondando por esta terra desolada?
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