segunda-feira, novembro 06, 2006
quarta-feira, abril 05, 2006
À guisa de introdução
Pediram-me para escrevê-lo, logo não o farei. E é por isso mesmo que o estou fazendo. Aos estrangeiros talvez esta lógica parece falha, mas é que nada sabem de lógica. O objetivo deste trabalho, como o já o indica o título, é falar sobre a vida em lugar nenhum, isto é, a vida na UF**. O estrangeiro atento novamente se vê em problemas, pois como haveria a vida em lugar nenhum situar-se justamente em algum lugar, a saber, a UF**? Ao que repito, os estrangeiros simplesmente não conhecem o significa do profundo das palavras. Acreditando-se imersos na vida, os estrangeiros são incapazes de compreender a natureza da coisas. O estranhamento, a alienação, é a chave para a compreensão da realidade, assim apenas os mais alienados seres, apenas aqueles que tanto se afastaram da vida que já nem podem mais reconhecê-la, apenas estes poucos seres possuem o distanciamento suficiente para oferecer um visão coerente das coisas. Afastamento, desinteresse, tédio, eis os companheiros inseparáveis do conhecimento! eis os guardiões da academia e de todo o saber!
sábado, abril 01, 2006
sexta-feira, março 31, 2006
Ouvi dizer que todo filósofo deve ser indexado, isto é, só podemos saber o que se quer dizer ao mencionarem-lhe o nome quando simultaneamente for mencionado o período e a interpretador.
Assim entendemos Wittgenstein[2][k] (o segundo Wittgenstein, na interpretação de Kripke), mas não sabemos o que pensar de Wittgenstein tout court, Exigir a indexação de todos os filósofos, todavia, não parece adequado.
Tive aula com três heideggerianos diferentes, e nenhum deles parecia falar do mesmo Heigegger, de maneira que os índices se explícitos seriam certamente úteis. Contudo, nas aulas em que Frege e Quine apareciam os mais diversos professores apresentavam interpretações muito semelhantes, de modo que os índices eram desnecessários (ao menos o índice de interpretador).
Ergo, contrariamente ao que alguns pensam a indexação não é uma característica universal dos filósofos, apenas daqueles que se valiam de uma linguagem obscura para expressar ninguém- sabe- o-quê.