segunda-feira, março 31, 2008

Abstinência

Vamos ver quantas horas eu consigo passar sem perder tempo neste antro de imbecilidade que se chama internete.

domingo, março 30, 2008

Desvirciação

Nunca gostei das multidões. É na solidão e nos pequenos grupos conspiratórios e excêntricos que me movo livremente. No entanto uma estranha necessidade de multidão, de alarido, de companhia tinha me assaltado a alma.


Nos últimos meses o IRC passou de mera curiosidade de dias tediosos a necessidade diária imperiosa. Salvas as poucas pessoas boas e instigantes que perambulam por lá, o IRC é uma apenas uma reunião de tolices, mesquinharias e inutilidades. Mesmo os canais mais inteligentes e elitistas revelam apenas especialistas em cultura pop e ninharias, O que lá me prendia? Não consigo imaginar. Serão Ayer e Cervantes melhores companheiros? Tampouco saberia responder, mas ao menos ao gastar meu tempo com eles estarei fazendo algo de que possa me orgulhar, algo que me faça respeitável frente a mim mesmo.


Entro a partir de agora em silêncio de IRC, sempre que me assediar o ímpeto de logar e ler as bobagens que escrevem por lá, lembrarei das velhas lições dos estóicos.

segunda-feira, março 24, 2008

teste

ainda um teste. áéàõ - я говорю по-русский - εποχε

segunda-feira, março 17, 2008

[O livro mais chato do mundo] Elementos para uma introdução

A fim de contribuir com esta imensa pilha de estupidez e sensaboria a que chamam 'internete' [sim, aquele 'e' final não está sobrando], pretendo prosseguir com as atividades aqui. Evidentemente muito pouco pode um blog esquecido e ínfimo fazer para incrementar a taxa global de idiotice, mas em vez de adotar aquela muito nobre e sábia doutrina estóica da resignação, irei ao contrário manter-me firme no caminho da insipidez e lembrar a todos que toda ação individual nossa conta e tem a longo prazo conseqüências. Sim, como diziam os socialistas operários, por mais insignificante que creias ser a tua atividade no seio da classe revolucionária, mesmo as mais modestas ações acabam no final das contas por somar-se e formam aquele gigantesco turbilhão histórico que varrerá o passado da face da Terra e trará o radiante futuro operário, o brilhante futuro em que o sol nunca se porá. Somos todos responsáveis, por mais insignificantes que nos pensemos.

Tendo em vista a gigantesca responsabilidade que pesa sobre cada um de nós, resolvi então fazer a minha parte, e fá-la-ei com o audacioso projeto de escrever o livro mais chato do mundo.