Otimismo
O palhaço do planalto sobre a patuscada-quartelada de primeiro de abril, dia dos mentirosos:
O senador Pedro Simon (PMDB-RS), outro perseguido pela ditadura, comentou que sequer se lembrava da data: "O que tem de bom é que ninguém se lembra mais".
Se ninguém lembra mais então todos estão dispostos a passar por tudo de novo. Tal afirmação é típica do espírito positivo e otimista da nossa época, sempre tentando varrer para baixo do tapete o lado negativo, doloroso da vida. A afirmação do clown também lembra vagamente o redivivo 1984, o inglês profético errou a data por apenas 20 anos, o espetáculo, representado no livro pelo Partido, esvazia a história eternizando o presente.
Os nossos preclaros ancestrais, que, às margens do Tibre, tinham muitos mais motivos para comemorar do que nós, festejavam tanto os dias fastos quanto os dias nefastos. Para eles a realidade não era pura positividade, mas o seu lado negativo também deveria ser aceito.
O estudo dos clássicos mostra-se hoje, sem dúvida, como atividade revolucionária, da mesma forma como o fora há 600 anos.
terça-feira, abril 01, 2003
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário