Sim, Louise Brooks, beleza insuperável, delicada e sibilina, vigorosa e sutil, figura talhada com destreza inaudita, fundamento seguro de uma justificação estética do mundo, móvel supremo da mais pura reminiscência do Belo. Sim, conquanto este inominável reflexo da Beleza fuja aos domínios da razão, escape às finas redes da linguagem, eleve o mais torpe dos desarrazoados à incorruptível esfera do sublime, é impossível negar que, a par de tudo isso, é atriz limitadíssima, pertence àquela ordinária classe dos atores de um único papel, categoria por demais inconveniente aos que o divo Platão já qualificara, com indevido aviltamento, de imitadores.
sábado, março 27, 2004
Himmlische Louise
Sim, Louise Brooks, beleza insuperável, delicada e sibilina, vigorosa e sutil, figura talhada com destreza inaudita, fundamento seguro de uma justificação estética do mundo, móvel supremo da mais pura reminiscência do Belo. Sim, conquanto este inominável reflexo da Beleza fuja aos domínios da razão, escape às finas redes da linguagem, eleve o mais torpe dos desarrazoados à incorruptível esfera do sublime, é impossível negar que, a par de tudo isso, é atriz limitadíssima, pertence àquela ordinária classe dos atores de um único papel, categoria por demais inconveniente aos que o divo Platão já qualificara, com indevido aviltamento, de imitadores.
Sim, Louise Brooks, beleza insuperável, delicada e sibilina, vigorosa e sutil, figura talhada com destreza inaudita, fundamento seguro de uma justificação estética do mundo, móvel supremo da mais pura reminiscência do Belo. Sim, conquanto este inominável reflexo da Beleza fuja aos domínios da razão, escape às finas redes da linguagem, eleve o mais torpe dos desarrazoados à incorruptível esfera do sublime, é impossível negar que, a par de tudo isso, é atriz limitadíssima, pertence àquela ordinária classe dos atores de um único papel, categoria por demais inconveniente aos que o divo Platão já qualificara, com indevido aviltamento, de imitadores.
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