Notícias da Democracia
Armazenada para futura aferição
Lula terminou o discurso com uma crítica indireta ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "Este governo vai fazer o que o governo de alguns não conseguiu fazer durante tantos anos. Nós vamos fazer, meus companheiros e companheiras, porque quando terminar o mandato deste governo nenhum ministro vai morar em Paris, nenhum ministro vai morar em Nova York, nenhum ministro vai trabalhar para um banco, nenhum ministro vai prestar serviço para grandes multinacionais", atacou o presidente.
Ele se referia, sem citar nomes, ao próprio Fernando Henrique, que está dando aulas em Nova York e passou meses em Paris e ao ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, recém-nomeado vice-presidente do Unibanco.
"Eu, particularmente, quero voltar para a minha São Bernardo do Campo e poder levantar de manhã, olhar na cara dos metalúrgicos que me fizeram ser político e dizer: nós não fizemos tudo, mas fizemos mais do que muita gente já fez na História republicana deste país", repetiu o presidente.
Em vários trechos do discurso, Lula destacou a necessidade de todos os setores do governo manterem disposição ao diálogo em busca de solução "para que o meio ambiente não seja um entrave ao desenvolvimento sustentável deste país".
Assegurou, ainda, que irá resolver o problema da água no Nordeste brasileiro. "É muito fácil ficar em São Paulo ou em Brasília, fazendo críticas. Eu convido esse crítico a passar uma seca no semi-árido nordestino, para que ele saiba que nós vamos levar água para o Nordeste brasileiro", declarou ele, acrescentando que "é muito fácil as pessoas colocarem obstáculos ao invés de quererem construir".
Segundo o presidente, o seu governo atua para fortalecer a sociedade porque acredita que, "só assim, será possível, transformar o Estado em ferramenta republicana a serviço de todos". Para Lula, ouvir a sociedade tem de ser a regra, "não pode ser a exceção ou o recurso derradeiro na hora do impasse e da crise".
Em seguida, salientou que o Brasil precisa traçar a rede que vai garantir seu futuro sustentável no século 21 e o que se está vendo hoje, neste encontro do meio ambiente, é parte da formação dessa teia. "A integração econômica deve ser feita fortalecendo-se a integração ecológica e cultural", disse Lula, que acredita que o avanço tecnológico - vital para que o Brasil integre de modo cada vez mais soberano no mundo - pode e deve ser alcançado de modo ambientalmente sustentável.
sábado, novembro 29, 2003
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