Notas Zero
Kant ? Idée d?une histoire universelle au point de vue cosmpolitique.
A despeito do conceito que se tenha da liberdade do querer, a sua manifestação fenomênica, as ações humanas, são determinadas pelas leis universais da natureza, tanto quanto os fenômenos naturais.
A história propõe-se contar estas manifestações fenomênicas, e, considerando globalmente o jogo da liberdade humana, pode encontrar um curso regular. Assim, o que para os indivíduos parece ser confuso e irregular, do ponto de vista da espécie pode ser reconhecido como um desenvolvimento constante, embora lento, das suas disposições originais.
Do mesmo modo que, os nascimentos, casamentos e mortes sejam enormemente influenciados pela livre vontade, não parecendo seguir regra alguma, podem ser, a partir de dados estatísticos, previsíveis e seguem um determinado curso, segundo leis naturais. Assim como as variações atmosféricas tomadas isoladamente são inconstantes e imprevisíveis, todavia tomadas globalmente submetem-se a leis naturais constantes.
Assim os homens individualmente parecem seguir apenas seus fins individuais incondicionados, no entanto tomados como espécie vê-se que eles orientam-se por determinado fio condutor estabelecido pela natureza.
Não se pode encontrar nos homens nenhum desejo pessoal razoável, cabe portanto buscar na marcha humana um desejo da natureza. Havendo assim uma história segundo um plano determinado da natureza, um fio condutor da história.
.1.
Todas as disposições naturais de uma criatura estão destinadas e se desenvolver de maneira exaustiva e final.
Verificado em todos os animais. Um órgão que não deve ser usado desaparece [? E o apêndice e os pelos?]. Abandonando este princípio, abandona-se uma concepção de natureza conforme a leis, a indeterminação toma o lugar do fio condutor da razão [Rejeitar a teleologia significa rejeita uma natureza mecânica? E todos os materialistas não-teleológicos?].
.2.
No homem as disposições naturais que visam o desenvolvimento da razão devem desenvolver-se completamente não no indivíduo, mas na espécie.
======falha geral======
Kant na História Universal, tenta mostrar que a humanidade enquanto espécie não está dissociada da natureza, e que, portanto, também está sujeita ao seu plano e às suas leis.
O movimento da espécie humana pode ser apreendido pela razão, mesmo que se afirme a liberdade do indivíduo. Afinal, a análise estatística de eventos sociais, como casamentos, parece mostrar uma certa constância, apesar de que hoje isto seja no mínimo muito duvidoso. Da mesma forma que ao se estudar o tempo em um centímetro quadrado da superfície ele parecerá completamente inconstante, ao se o tomar globalmente constar-se-á que ele segue determinadas leis. Kant, contudo parece querer preservar a liberdade do indivíduo, dizendo que a natureza apenas orienta a espécie para a realização do seu plano.
Sendo assim, Kant deseja colocar a nu o fio condutor da história, elaborado pela natureza, sem contudo fazer um estudo da história segundo tal fio.
A natureza teria posto nas criaturas certas disposições a ser plenamente desenvolvidas, no homem as disposições naturais que visam o uso da razão devem realizar-se completamente apenas na espécie e não no indivíduo. Isso se dá por ser a vida humana curta, e a razão necessitar de exercício. Assim é impossível que alguém consiga desenvolver plenamente as suas disposições, entretanto o conhecimento acumulado pelas gerações pode-o.
A natureza quis que o homem tirasse dele mesmo, criando a partir da razão, as felicidades ou perfeições de que toma parte, ultrapassando a mecanicidade da sua existência animal. Ao dar ao homem a razão e a liberdade da vontade, que se funda sobre aquela, fez com que ele não devesse ser guiado pelo instinto, mas deveria tirar o conhecimento de si mesmo.
terça-feira, setembro 30, 2003
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