Eis que ontem me assaltou uma pontada de inveja e desânimo. Fui preterido pela Incógnita em favor do Marxóide Promíscuo, quanta humilhação! Dramatizo um pouco, cabe dizê-lo, mas de fato senti-me rebaixado. Não bastasse o estranho charme exercido pelo Marxóide Promíscuo em todas as mulheres, justo a Incógnita tinha que lhe cobrir de elogios! E que elogios! Pois então ele escreve de maneira tão ágil, tão rápida, tão clara e tão inteligente que a Incógnita não apenas lhe sente inveja, como ainda vai-lhe fazer propaganda aos seus professores. Custa-me acreditar que alguém tão mediano quanto o Marxóide Promíscuo possa exercer tão ampla influência sobre as mulheres, mais, sobre as mulheres inteligentes.
Ó Fortuna, se te adivinho bem as intenções, foi um aviso exigindo-me a volta ao claustro. É forçoso reconhecer a inutilidade de rebelar-me contra tua vontade, volúvel deusa, não me resta portanto senão seguir teus desígnios ou libertar-me definitivamente do teu domínio. Que escolha tomar? Submissão ou liberdade? A vida escrava ou a morte nobre?
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