5. Começa a revolução – O Comitê Revolucionário Provisório
Ante as ameaças do poder (Kouzmin e Vassillev), a assembléia decidiu formar um Comitê Revolucionário Provisório. A maioria dos seus membros era formada por marinheiros de longa data.
A primeira proclamação do Comitê dizia: “Estamos preocupados em evitar o derramamento de sangue. Nosso objetivo é criar através do esforço conjunto da cidade e da fortaleza as condições adequadas para eleições regulares e honestas para o novo soviet.”
No mesmo dia, os habitantes de Kronstadt ocuparam, sob a liderança do Comitê, posições estratégicas na cidade. A maioria dos destacamentos do Exército Vermelho uniram-se aos revoltosos.
6. A Reação Bolchevique
Os bolcheviques tentam fazer passar a idéia de que o movimento de Kronstadt era uma insurreição contra-revolucionária sob o comando de Kozlovsky e teleguiada pelo serviço secreto francês.
Kozlovsky era ex-oficial czarista e general de artilharia que permanecera em Kronstadt. Contudo, de modo algum comandou ou sequer simpatizou com a revolta.
Em 2 de março Kronstadt havia mandado uma delegação oficial para tratar com Lênin.
Em 7 de março o Governo lançou o ataque a Kronstadt.
O Comitê decidira armar os trabalhadores, e exigiu novas eleições para os sindicatos.
As bases bolcheviques desertaram em massa do Partido, aliando-se ao Comitê.
Durante a revolta nenhum bolchevique preso foi morto. E a vasta maioria permaneceu completamente livre.
Em Petrogrado, ao contrário, as famílias de marinheiros de Kronstadt foram presas como reféns.
Não houve terror em Kronstadt.
(Ida Mett. THE KRONSTADT UPRISING 1921, IV. The Kronstadt Events - Background)
terça-feira, julho 15, 2003
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