quarta-feira, julho 16, 2003

7. A reação em Petrogrado

O Governo comprou apressadamente provisões, para subornar o proletariado de Moscou e Petrogrado.

Parte do operariado de Petrogrado continuou a greve durante os eventos de Kronstadt. Eles exigiam a liberação dos prisioneiros.

Em várias fábricas os operários recusaram-se a censurar Kronstadt ou abertamente se lhe aliaram.

Para conter as greves nas principais fábricas de Petrogrado, o governo demitiu os trabalhadores grevistas.

Em outras cidades greves também começaram a surgir, no entanto a repressão, as mentiras e o suborno dos bolcheviques conseguiram que Kronstadt ficasse isolada.

8. A batalha

Em 6 de março Trotsky lançou por rádio um apelo a Kronstadt, incitando os rebeldes a renderem-se ou sofrer as conseqüências.

Em 8 de março um avião soltou uma bomba sobre Kronstadt. Nos dias seguintes a cidade foi bombardeada pela artilharia, além de aviões.

O Comitê Revolucionário havia proibido uma incursão a uma cidade vizinha (Orinenbaum), apesar de seus estoques de munição e comida estarem baixos. Eles recusavam-se a disparar o primeiro tiro, esperando ganhar o apoio da Rússia inteira ao evitar o ataque.

A fortaleza tinha poucos homens, especialmente se comparado com a força que a atacou. No inverno ela era muito vulnerável, por causa do gelo.

As fileiras do Exército Vermelho não escondiam a sua reluta em combater os marinheiros de Kronstadt. Por isso tiveram de ser reorganizadas.

O Exército Vermelho atacou Kronstadt na noite de 8 de março. Um desastre.

O exército teve de ser reogarnizado, simpatizantes de Kronstadt foram transferidos ou severamente punidos, membros do Partido foram designados para diversos batalhões para agitar e vigiar. Apesar da repressão e da propaganda, ainda no dia 14 havia atos de insubordinação. Pequenos grupos rendiam-se e passavam a lutar por Kronstadt. Foram trazidos soldados de regiões longínquas, néscios da fama de Kronstadt.

Enquanto os assaltantes reorganizavam-se e fortaleciam-se, Kronstadt enfraquecia e cansava-se.

O assalto final contra Kronstadt deu-se na noite do dia 16 para 17 de março. Depois de tomados os fortes, começa a sangrenta luta nas ruas da cidade. O combate durou até a manhã do dia 18.

Após a vitória bolchevique, os tribunais revolucionários começaram o seu cruento trabalho.

(Ida Mett. THE KRONSTADT UPRISING 1921, IV. The Kronstadt Events - Background)

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