terça-feira, dezembro 17, 2002
Depois de um genial começo, que poderia muito bem passar por modernista, depois de criticar o romantismo e declarar-se abertamente não-romântico, depois de desmistificar a literatura e os literatos, depois de esboçar em grandes traços o programa realista, o grande Garrett cai no mais puro romantismo! Com mulheres singelas, gentis, vaporosas, com os empecilhos que impedem a consumação do grande amor, com o segredo fatal, com a avó que fica cega de tanto chorar, com o filho que luta no exército oposto ao da família, e tudo o mais a que um romance romântico tem direito. Vá lá, ainda estou na metade, esperemos o final.
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